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Pinturas de tons fortes e coloridos, cenas fantásticas, extraídas de sonhos e da realidade cotidiana, e os recorrentes personagens vermelhos e amarelos, que aparecem em instrumentos e caixas de som, são algumas características marcantes da produção contemporânea dos irmãos Otávio e Gustavo Pandolfo, hoje com 34 anos. Eles formam a dupla OSGEMEOS, que, em maio, pintou a fachada de um castelo na Escócia e teve trabalhos expostos na famosa Tate Modern, de Londres, e na conceituada Deitch Gallery, de Nova York.
Uma Trajetória Fantástica
Gustavo e Otávio começaram pintando a sala da casa dos pais, e ampliaram para as ruas do bairro paulista Cambuci, nos anos 1980. Em uma surpreendente trajetória, a dupla OSGEMEOS chegou às conceituadas galerias e museus dos Estados Unidos e da Europa. Há anos, antes mesmo de terem o talento descoberto por especialistas brasileiros, a arte deles foi reconhecida por Jeffrey Deitch, curador da mostra Too Far Too Close (Muito Longe, Muito Perto). Foi Deitch quem abriu espaço para os irmãos em Nova York, na Deitch Gallery, onde permaneceram em cartaz até agosto deste ano. O mesmo curador que os apresentou para a Galeria Fortes Villaça, em São Paulo, onde expuseram em 2006.
Mas, o talento e a fama d’OSGEMEOS já percorria o mundo, desde 1994, Gustavo e Otávio já pintaram no Chile, Argentina, Cuba, Estados Unidos, Austrália, China, Japão e na Europa quase inteira. Na agenda deste ano, ainda está prevista a realização, agora em outubro, de uma exposição no Museu de Arte Moderna de Tóquio (MOT) e a participação, em dezembro, em um Salão de Pintura Moderna e Contemporânea em Paris, no Louvre. “Para 2009 temos vários convites, mas ainda temos que confirmar e fazer a nossa agenda”, conclui Gustavo.

*detalhe da instalaçãoA linguagem da rua levada para um espaço institucional. A exposição "Revestimento/Reinvestimento 2", de Charles Klitzke, abre hoje sem muita formalidade - não haverá coquetel de abertura - , na Galeria Pedro Paulo Vecchietti, em Florianópolis. O artista é uma figura bem conhecida no Estado. Charles nasceu em Jaraguá do Sul, chegou a cursar moda, mas logo ele se mandou para a Escola de Música e Belas-artes do Paraná, em Curitiba.
A arte de Charles faz da reprografia seu suporte, dando ênfase à repetição de desenhos e cartazes em off-set e dispondo o material nas paredes. Ele concorda com o que os críticos estão falando e escrevendo sobre sua obra: é um trabalho que remete à contracultura, uma influência vinda dos tempos em que se dedicava à confecção de fanzines.
Isso não faz muito tempo, foi na década de 90. Além do caráter de reprodução, os cartazes expostos representam a efemeridade. Logo, ao findar a mostra, as obras serão tiradas da parede.
Charles lembra que a ida à capital paranaense só lhe fez bem. Mais à vontade para o processo de pesquisa, tudo em Curitiba se torna influência e estudo.
| Serviço |
| O QUÊ: exposição "Revestimento/Reinvestimeno 2", de Charles Klitzke. |
| QUANDO: de hoje 17 de outubro. Visitação de segunda a sexta, das 10 às 18 horas. |
| ONDE: Galeria Municipal de Arte Pedro Paulo Vecchietti, praça 15 de Novembro, 180, Centro, Florianópolis. |
| MAIS INFORMAÇÕES: (48) 3228-6821 (ramal 30). |
